sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Um Governo Para Eliminar o Caos

                 Estou observando nestes dias duas vertentes que, a meu ver, constituem-se em verdadeiros retratos daquilo que significa guerra territorial por imposição de ordem e autoridade. O primeiro fato se dá na península coreana, quando, semelhantemente à posição do governo iraniano, o governo norte-coreano exibe sua arrogância frente ao ocidente, não só determinado a impor o seu programa nuclear de objetivos bélicos, mas além disto, agredindo a Coréia do Sul com ataques objetivos e provocadores, como aconteceu recentemente. Postura esta, da nação de regime ditatorial, que implica em posicionamento dos contrários, que percebem que outra espécie de autoridade precisa governar frente ao criterio unilateral e abusivo de uma nação que move-se pela inconsequencia de suas ações. Vejo que o diálogo exaustivo não tem sido producente, à medida em que os programas provocativos e deliberadamente agressivos progridem. Tem sido assim com o caso da Coréia do Norte, em mesma proporção ao Irã. 

                 Por outro lado, vemos no Brasil que o mesmo ocorre na realidade explícita do Rio de Janeiro, no qual, por décadas e anos a fio, os traficantes desafiam e emparedam os governos que se sucedem, de tal maneira que já não podemos dizer que o quarto governo é a imprensa, e que, no gráfico da violência ubana, o governo seja de fato o gestor da segurança pública. 

                 No meio do caos carioca, percebo algo doloroso mas que produz esperança. A polícia acordou para a guerra, o governo, pressionado, resolveu reagir. As forças armadas vão para estabelecer a lei e a ordem. Tudo isso é doloroso, mesmo porque os efeitos colaterais de possíveis erros de ação serão inevitáveis num ambiente desta natureza. Mas a ação contra a guerrilha urbana do tráfico precisa se dar na dimensão à qual os traficantes a conduziram. Não há como enfrentar traficantes armados até os dentes sem desarmá-los e para tal, o confronto é inevitável.

                No ambiente internacional os países responsáveis pela manutenção da ordem mundial perderam o controle e o tempo para impedir que as demais nações, especialmente ditatoriais, conduzissem os seus destinos para as armas e as agressões. No Brasil o mesmo ocorreu em relação ao tráfico de drogas. 

               A guerra nestes dois níveis é por estabelecimento de governo e autoridade. A grande pergunta seria: Como a igreja do Senhor Jesus fica no meio desta guerra social, seja no âmbito nacional ou internacional?

              Em primeiro lugar, esta busca por imposição de autoridade nasce em corações que vivem o desgoverno, ou seja, a ausência da submissão à verdadeira autoridade que encontramos no Senhor e na Sua palavra. 

               Em segundo lugar, quando a autoridade de Deus é assimilada em nossas vidas e quando seguimos os princípios de Sua autoridade e do Seu reino, toda a órbita de nossas vidas se organiza em torno destes princípios e desta autoridade.

               Em terceiro lugar, o Reino e a autoridade de Deus, revelados e estabelecidos no coração do homem, por meio da conversão, estabelecem indivíduos sarados, famílias saradas, sociedades saradas e nações justas.

               Nesta ótica, o que falta para o Brasil e para as nações, que a Igreja do Senhor lhe tenha a oferecer? A resposta será: O Reino de Deus. É por isto que Jesus, na oração do Pai Nosso disse que orássemos dizendo: Venha o Teu Reino. E o mesmo Jesus disse que este Reino começaria a se expressar dentro de cada indivíduo que buscasse um relacionamento com ele. É uma revolução silenciosa, mas que ganha vez e voz quando um coração se converte, volta-se para a sua casa e a abençoa, para sua família e se torna referência, para a sociedade e a abençoa com o exemplo de honestidade e justiça, para a sua nação e torna-se anunciador e praticante da incorruptibilidade na gestão da "coisa pública", para as nações e as abençoa com a divulgação do evangelho. 

              Termino este texto profetizando que o desgoverno terá fim. Que o tráfico não comandará a vida dos cidadãos que com honestidade e integridade, constroem os seus sonhos. Que a igreja verdadeira irá viver e anunciar o Reino de Deus, na face da terra, para a glória de Deus. E posso afirmar que isto não tem valor utópico, antes se exibirá como cumprimento profético.










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