sábado, 26 de fevereiro de 2011

EU TENTARIA


            O vencedor do Oscar® Denzel Washington (Melhor ator - Dia de Treinamento, 2001) junta-se ao produtor Jerry Bruckheimer e ao renomado diretor Tony Scott em Déjà Vu - um thriller de ação, com um jogo de manipulação da mente. Chamado para recuperar provas após atentado que explodiu uma balsa em New Orleans, o agente federal Doug Carlin (Washington) acaba envolvido em um projeto ultra-secreto do governo americano: um laboratório que manipula a relação entre tempo e espaço, para ajudar a prevenir crimes no futuro. Mas será que essa máquina pode mudar o passado?
            Esta é a sinopse do filme que assisti com minha esposa, que alías, chama mesmo a atenção pela inteligência dos produtores e pela participação do ator que, a meu ver, realiza performance impressionante em todos os seus filmes. Mas não é isso que me fez citar o filme neste artigo, antes sim uma frase que nele despertou-me a atenção e interesse. Ao citar a possibilidade de voltar ao passado e, na trama, alterar o destino dos fatos, Doug diz: -” Se você tivesse soubesse de algo verdadeiro que precisaria contar a alguém e, no entanto também soubesse que ninguém, jamais acreditaria, você contaria? Sua interlocutora, diante da indagação lhe disse: - “Eu tentaria”.
            Ao falar de Déjà Vu estamos no ambiente da ficção. Ao falarmos da responsabilidade daquele que conhece a Jesus estamos falando de fatos e de experiência pessoal. É aqui que reside a correlação que desejo implementar.
            Quem tem experiência com Deus, em Cristo Jesus, tem igualmente uma missão complexa, a de demonstrar ao mundo à sua volta a realidade e a intensidade da sua experiência. Ao receber o “Ide” de Jesus, o cristão vai proclamar a historicidade de Jesus, a morte de Jesus e a ressurreição de Jesus, tornando-se uma testemunha dele.
            A mensagem da igreja cristã em essência é profunda, confrontadora, comprometedora e tange às raízes de todos os seres humanos, afinal de contas, qual dos líderes religiosos tem no seu histórico uma ressurreição ou ter ministrado aos Seus durante 40 dias antes de subir ao céu, ou ter nascido de uma virgem, ou ainda, tornar-se o único meio e caminho de acesso à Deus?
            Você por exemplo, advogaria a crença, a causa, o testemunho de uma Pessoa que viveu a Dois mil anos atrás, da qual você apenas ouviu o histórico, para alguns contundente? Eu sim, e milhares de outros também, e sabe por quê? Porque todos os discípulos de Jesus morreram por causa do anuncio da verdade de sua ressurreição. Você morreria por uma mentira, por algo que não crê? Creio que não.
            Nós anunciamos e insistimos porque não temos apenas o testemunho da história e dos apóstolos, o que já nos bastaria, mas temos o histórico e a biografia de nossas vidas mudados pelo poder de Sua presença em nós.
            Como temos algo a dizer ao mundo que sabemos, muitos duvidam e questionam, continuamos tentando, fazendo a nossa parte, anunciando que o céu é real e o inferno também; que Jesus Cristo voltará para buscar os Seus; que somente os que forem lavados no sangue de Jesus terão acesso ao Reino de Deus; e sobretudo, que a escolha em acreditar e se entregar aos Seus cuidados é individual, bem como as conseqüências da rejeição ao Seu amor.  Como já lhe disse: - Eu tentaria.




           The Academy Award ® winner Denzel Washington (Best Actor - Training Day, 2001) joins producer Jerry Bruckheimer and renowned director Tony Scott for Déjà Vu - an action thriller with a mind-bending game. Called in to recover evidence after a bomb exploded in New Orleans ferry, Federal agent Doug Carlin (Washington) has just wrapped in an ultra-secret American government: a laboratory that handles the relationship between time and space, to help prevent crimes in the future.But will this machine can change the past?
            
This is the synopsis of the movie I watched with my wife, who incidentally, really calls attention to the intelligence of the producers and the participation of actor who, in my view, makes impressive performance in all his movies. But that's not what made me mention the film in this article, but before a sentence that it aroused my attention and interest. Citing the possibility of returning to the past and, in the plot, change the destination of the facts, Doug says: - "If you had to know something real need to tell someone, and yet also knew that nobody would believe, would you tell His interlocutor before the inquiry said: - "I would try."
            
When we speak of Déjà Vu in the environment of fiction.When speaking about the responsibility of those who know Jesus are talking about facts and personal experience. Therein lies the correlation that wish to implement.
            
Who has experience with God in Jesus Christ, also has a complex mission, to demonstrate to the world around them the reality and intensity of their experience. Upon receiving the "Go" of Jesus, Christians will proclaim the historicity of Jesus, Jesus' death and resurrection of Jesus, becoming a witness to it.
            
The message of the Christian Church in essence is profound, confrontational, and compromising with respect to the roots of all human beings, after all, what religious leaders have a resurrection in your history or have taught during His 40 days before ascending to heaven or being born of a virgin, or even become the only way and access road to God?
            
You for example, advocate the belief, the cause, the testimony of a person who lived two thousand years ago, from which you just heard the record, for some bruising? I do, and thousands of others as well, and you know why? Because all the disciples of Jesus died because of the announcement of the truth of his resurrection. Would you die for a lie, something he does not believe? I think not.
            
We announced and we agree because we have only the testimony of history and of the apostles, which is already enough for us, but we have the history and biography of our lives changed by the power of His presence in us.
            
As we have something to tell the world that we know, many doubt and question, keep trying, doing our part, announcing that heaven and hell is also real, that Jesus Christ will return to pick up his; only those who are washed in the bloodJesus will have access to the Kingdom of God, and especially the choice to believe and surrender to His care is individual as well as the consequences of rejecting His love. As I said - I would try.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cristãos Por Essência?

     Li hoje, por curiosidade, um periódico semestral da Igreja luterana, no qual havia uma mensagem cujo título trazia como tema a seriedade de ser cristão. Ali também foi descrita uma situação, aparentemente vivenciada entre  os soldados de Alexandre, o grande e o próprio Alexandre.
    Conta-se que em certa ocasião, quando os soldados de Alexandre atacaram o inimigo, um deles teve medo e fugiu. O desertor foi preso e trazido à presença do grande conquistador ainda mais amedrontado. Alexandre, ao inquiri-lo, pergunta: “ Como te chamas?” O soldado, apreensivo, responde: - “ Alexandre”. Neste ínterim o conquistador perguntou-lhe novamente:  -“ Como te chamas!?!” E nem esperou a resposta do frágil soldado, dizendo-lhe em seguida: - “ Ou mudas de nome ou tens de mudar de caráter”.
     Foi em Antioquia que pela primeira vez, aqueles que assumiam a sua identidade de seguidores de Jesus foram chamados de cristãos. Não era um elogio, antes se pretendia uma identificação pejorativa e ridicularizante. No entanto, na essência do termo sua designação é exata. O Cristão é, em primeira e última análise, parecido com Jesus, em uma definição do que significa andar com Jesus.
     Hoje muitos acham light, soft, chique, ser cristão evangélico. Temos os “gospels fashions”, para quem basta apenas se identificar com uma igreja legal, sofisticada, de linguagem moderna, que não confronte ou questione as opções equivocadas das pessoas em seu estilo de ser ou sua conduta. Nesta linha temos jogadores, artistas, atletas, pseudo-pastores e líderes que, infelizmente ditam moda com uma espécie de evangelho “ sem sal e sem luz.”
     A justificativa é que Deus é amor, que não leva a sério as condutas desde que sejam as mesmas, atitudes que não atinjam o próximo com as conseqüências dos seus possíveis deslizes. Acontece que as condutas equivocadas de cada um de nós nunca nos prejudicam apenas a nós, e mais, que os desvios de caráter de gente que diz andar com Deus desmentem este pretenso andar.
     O grande problema é que queremos ser cristãos nominais, religiosos, para dar uma satisfação social aos que estão à nossa volta. O pior é que não queremos a vocação para a qual Deus nos criou, a de sermos à imagem e semelhança dele, queremos antes um “ deus” à nossa imagem e semelhança, que não exija mudanças significativas em cada um de nós.
     Fico impactado com o espanto de Alexandre diante do soldado homônimo, ao exigir a mudança de nome ou de caráter ao fugitivo guerreiro. Mas impacta-me expressivamente a possibilidade de ouvir a opinião de Jesus em relação àqueles que hoje usam o Seu nome, na pretensão de se identificar com ele, sem que tal intenção seja visível em suas condutas. Que Deus nos livre desta espécie superficial de crer.